Sigilo de fonte é ignorado pela PF

Não costumo escrever sobre política, mas depois de uma, pode vir outra.

Durante as investigações das ligações recebidas por e para Gedimar Passos, a PF aparentemente resolveu quebrar o sigilo telefônico a torto e a direito de qualquer número, incluindo de 3 entidades da imprensa. Com exceção de duas delas, do jornal O Globo e do Estado de São Paulo.

Se você ainda não entendeu, apenas um jornal teve seu sigilo telefônico quebrado. No caso, a Folha de São Paulo. E não apenas em um telefone, mas dois, um fixo da sucursal de Brasília e o celular de uma repórter. No relatório encaminhado pela PF à CPI dos Sanguessugas, os números da Folha ainda por cima são citados oito vezes.

A desculpa do delegado encarregado para tantas coincidências é que ele não sabia que o telefone era do jornal. Como se vê, profissional da mais alta competência. Sabe que fez burrada e dá uma desculpa fraca, que só fez piorar a situação.

Não sei se existe algum tipo de procedimento, antes de pedir a quebra do sigilo, de verificação do dono da linha. Deveria, afinal, esse tipo de situação não pode ocorrer. Sigilo de fonte e imprensa livre são direitos básicos de uma boa sociedade. Não é a primeira birra do governo Lula contra a imprensa. Nosso presidente odeia dar satisfações à sociedade, e ignora esse canal.

O delegado pediu até amanhã para arranjar uma desculpa melhor. Vamos esperar então 24 horas para a próxima baboseira.

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