Nothing ends, Adrian. Nothing ever ends.

Uou. Uou uou uou. Acabei de ler Watchmen. Se eu já não fosse tão velho esse gibi teria mudado minha vida. Tá pau a pau com Cavaleiro das Trevas agora no meu ranking pessoal dos melhores gibis de todos os tempos.

Eu costumava colecionar revistinhas. Comprava todas, antes delas virarem no formato Graphic Novel. Inclusive em sebos, X-Men desde o primeiro, Hulk, Homem-Aranha, Batman. Você se acostuma com a quantidade de mediocridade, em histórias de super-heróis lutando contra mals inventados. Mas o genêro tem arte em histórias como Watchmen.

O paralelo do pirata é genial. Assim como o tempo para Jon, a luta por sobrevivência, a destruição da moral humana e a volta à atividade pirata não são resultados de nossas escolhas, mas a inevitabilidade.

Estou andando em casa de um lado para o outro, pensando em algo para escrever, e notei como o chão, a mesa, os copos, parecem diferentes. Me lembro de ter me sentido assim depois de ver Assassinos por Natureza, ou aprender porquê o quadro Mona Lisa é considerado a maior obra de arte do mundo. É uma mudança que ocorre quando estou apaixonado. As cores estão diferentes, as músicas ganham novo tom, pelos meus dedos chegam novas sensações. Ler Watchmen me deixou excitado, e não porquê a história tem como parte das conclusões, que a nossa vontade de viver é decorrente da consciência de que apenas estamos aqui, que apenas existimos.

Quando eu tiver um filho, lá pelos 16 anos eu vou dar Watchmen para ele ler. Vai ser incrível 🙂

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